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Câncer de próstata: a importância do diagnóstico precoce

Publicado em 5 de maio de 2026 · Dr. Roberto Müller

O câncer de próstata é o segundo câncer mais frequente entre os homens no Brasil, perdendo apenas para o câncer de pele não melanoma. A boa notícia: quando detectado precocemente, as chances de cura chegam a 95%.

O que é o PSA?

O PSA (Antígeno Prostático Específico) é uma proteína produzida pela próstata e liberada em pequenas quantidades na corrente sanguínea. Seu nível pode elevar-se em situações como:

  • Câncer de próstata
  • Hiperplasia prostática benigna (aumento benigno)
  • Prostatite (inflamação da próstata)

O exame de PSA é simples: um exame de sangue comum. Por si só, um PSA elevado não significa câncer — mas é um sinal de alerta que merece investigação.

Quem deve fazer o rastreamento?

De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Urologia:

  • Homens acima de 50 anos — rastreamento anual com PSA e toque retal
  • Homens acima de 45 anos com histórico familiar de câncer de próstata em pai ou irmão
  • Homens negros acima de 40 anos — maior predisposição genética

O rastreamento não é obrigatório, mas é recomendado após uma conversa com o médico sobre riscos e benefícios individuais.

Como é feito o diagnóstico?

Quando o PSA está elevado ou o toque retal indica alteração, os próximos passos geralmente incluem:

  1. Ressonância magnética da próstata — identifica áreas suspeitas sem necessidade imediata de biópsia
  2. Biópsia de próstata — confirma ou descarta a presença de células cancerosas
  3. Biópsia guiada por fusão — tecnologia avançada que combina ressonância e ultrassom para maior precisão

Sintomas: cuidado com a ausência deles

O câncer de próstata localizado raramente causa sintomas. Quando sintomas como dificuldade urinária, dor óssea ou sangue na urina aparecem, a doença pode estar em estágio mais avançado.

Por isso, não espere ter sintomas para fazer o rastreamento. O objetivo do PSA é justamente detectar o problema antes que ele se manifeste.

Tratamento: opções modernas e individualizadas

Dependendo do estágio e das características do tumor, o tratamento pode incluir:

  • Vigilância ativa — para tumores de baixo risco, sem intervenção imediata
  • Cirurgia robótica (prostatectomia radical) — remoção da próstata com alta precisão e menor tempo de recuperação
  • Radioterapia — com ou sem braquiterapia
  • Terapia hormonal — para casos mais avançados

A decisão do tratamento é sempre individualizada e deve levar em conta a idade, saúde geral e as preferências do paciente.


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