O câncer de próstata é o segundo câncer mais frequente entre os homens no Brasil, perdendo apenas para o câncer de pele não melanoma. A boa notícia: quando detectado precocemente, as chances de cura chegam a 95%.
O que é o PSA?
O PSA (Antígeno Prostático Específico) é uma proteína produzida pela próstata e liberada em pequenas quantidades na corrente sanguínea. Seu nível pode elevar-se em situações como:
- Câncer de próstata
- Hiperplasia prostática benigna (aumento benigno)
- Prostatite (inflamação da próstata)
O exame de PSA é simples: um exame de sangue comum. Por si só, um PSA elevado não significa câncer — mas é um sinal de alerta que merece investigação.
Quem deve fazer o rastreamento?
De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Urologia:
- Homens acima de 50 anos — rastreamento anual com PSA e toque retal
- Homens acima de 45 anos com histórico familiar de câncer de próstata em pai ou irmão
- Homens negros acima de 40 anos — maior predisposição genética
O rastreamento não é obrigatório, mas é recomendado após uma conversa com o médico sobre riscos e benefícios individuais.
Como é feito o diagnóstico?
Quando o PSA está elevado ou o toque retal indica alteração, os próximos passos geralmente incluem:
- Ressonância magnética da próstata — identifica áreas suspeitas sem necessidade imediata de biópsia
- Biópsia de próstata — confirma ou descarta a presença de células cancerosas
- Biópsia guiada por fusão — tecnologia avançada que combina ressonância e ultrassom para maior precisão
Sintomas: cuidado com a ausência deles
O câncer de próstata localizado raramente causa sintomas. Quando sintomas como dificuldade urinária, dor óssea ou sangue na urina aparecem, a doença pode estar em estágio mais avançado.
Por isso, não espere ter sintomas para fazer o rastreamento. O objetivo do PSA é justamente detectar o problema antes que ele se manifeste.
Tratamento: opções modernas e individualizadas
Dependendo do estágio e das características do tumor, o tratamento pode incluir:
- Vigilância ativa — para tumores de baixo risco, sem intervenção imediata
- Cirurgia robótica (prostatectomia radical) — remoção da próstata com alta precisão e menor tempo de recuperação
- Radioterapia — com ou sem braquiterapia
- Terapia hormonal — para casos mais avançados
A decisão do tratamento é sempre individualizada e deve levar em conta a idade, saúde geral e as preferências do paciente.
Tem dúvidas sobre o rastreamento do câncer de próstata? Agende uma consulta para uma avaliação personalizada.